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Prefácio do meu livro "A cerejeira em flor" escrito pelo o professor Marco Neves

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  É uma honra prefaciar este romance de André Vilaça, não só pelo seu valor como obra literária, mas pela forma como o autor trata a língua como matéria viva, matéria essencial à nossa vida de seres complexos, complicados, tremendos. Se alguém estranha ver quem costuma andar pelas ruas da linguística a apresentar uma narrativa de ficção, fica esclarecido: esta obra é um espelho da linguagem na sua dupla complexidade — ferramenta de comunicação, mas também código íntimo. A língua é material artístico e herança pessoal, familiar e colectiva. E há ainda isto: escrevo este prefácio enquanto leitor — um leitor que ficou muito feliz por conhecer a voz e o estilo de André Vilaça. Rodrigo Bettencourt, o protagonista excêntrico e professor de música, personifica a dualidade da linguagem. Nas ceias de Natal no Douro, onde os Bettencourt sabem que os  presentes só se abrem de manhã cedo , vemos a língua como ritual, guardiã de hierarquias e memórias. Já nas conversas entre o Padre Fr...

Nota do autor - "O Rapaz que sonhava ser Peter Pan"

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            Nas minhas memórias fiz o melhor para expor os meus pensamentos, sensações, tão exatas como possíveis. Tentei, com todo o cuidado, lembrar das pessoas e lugares que fizeram parte da minha vida. A memória para mim não é problema, eu como Asperger tenho uma memória perfeita, usei nomes verdadeiros das pessoas que passaram na minha vida, achei que não estava a ser justo, usando nomes fictícios. Espero que as pessoas de que falo no livro fiquem felizes sobre como falei delas e achem que fui justo com elas. Tentei descrever eventos da minha vida, baseado em livros Biográficos que me inspiraram a escrever as minhas memórias. Cito alguns livros como Uma mente Brilhante de Sylvia Nasar, Travelling to Infinity Jane Hawking e o livro autobiográfico Olha nos meus olhos do John Elder Robinson.  Com estas memórias quero mostrar às pessoas que nós, os Asperger, por muito que pareçamos pessoas cheias de rotinas, não somos incapazes e temos sentimentos mui...

Nota do autor - "Talvez fosse magia"

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           Quando todos me perguntam porque é que este livro é o meu último livro, eu não sei bem como me exprimir. Aqui vai a razão: eu nunca fui bom a escrever sem erros ortográficos. Deus me deu uma imaginação enorme. Com um lápis sei construir uma história, mas infelizmente não me deu o dom de escrever bem, por isso tenho sempre que pedir às pessoas para me corrigir e normalmente elas não querem perder tempo. Por isso foi uma sorte o professor Paulo ajudar-me neste livro. Por isso caros leitores, “O Talvez fosse magia” irá ser o meu último livro. Meu último livro… às vezes penso, já passaram 10 anos desde o meu primeiro livro, quando eu era o autista mais popular do país e todos queriam falar comigo. Agora sou um autista esquecido, ninguém quer saber dos meus livros e os verdadeiros amigos, que ao lerem isto, saberão que falo deles, porque compram os meus livros fielmente. Comecei com um livro sobre autismo e termino com um livro sobre autismo, mais pre...

Nota do autor - "Escola de Rock"

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                                                Nota do autor           Este livro, intitulado “Escola de Rock”, foi um projeto que comecei a trabalhar quando conheci o cantor açoriano João Moniz.            A ideia original era criar a história de um cantor de Rock, inspirando-me na escrita do escritor russo Leo Tolstoy. Tudo começou quando ouvi uma entrevista de João Moniz na RTP Açores, na qual ele compartilhava sua história de vida como músico e professor de música nos Açores. A partir desse momento, criei um jovem músico chamado Hélder Coelho, que vive na freguesia de Lordelo do Ouro, tentando a sua sorte na música portuguesa. A única personagem da qual tive a liberdade de falar com mais detalhes foi o violinista Tomas Callister, uma vez que ele é um dos meus ídolos na música tradicional irland...

Discurso do Zé no lançamento de " Fenália a coragem é imortal “.

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  (…)  O herói de Fenália é Aspie, e ele serve como um exemplo para a sociedade de que uma pessoa com síndrome de Asperger é igual às outras, se não até mais. Todos nós temos pequenas peculiaridades. Eu, por exemplo, tenho medo de aranhas; outras pessoas têm outros medos e inibições. Mas o que seria do mundo se todos gostássemos da cor amarela? Eu viveria num mundo muito infeliz, pois não gosto do amarelo. Este livro mostra que o rei de Fenália, o rei Átila, é portador da síndrome de Asperger e que ele lutou pelo reino em que vivia. Cumpriu seu dever como monarca e salvou seu império. A síndrome de Asperger foi um fator de impedimento? Não, não foi. Como escrevo no prefácio do livro, muitas vezes ter síndrome de Asperger é exatamente a mesma coisa que ser canhoto ou não gostar de uma determinada cor. Discurso do Zé no lançamento de " Fenália a coragem é imortal “.

Segundo Prefácio "Talvez fosse Magia" escrito pela minha amiga Nanda Lebre - Porque este livro teve na segunda edição. 2 prefácios.

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  Conheci o André já há uns bons anos atrás. Na altura era eu uma mãe novata nestas coisas do Autismo, com todas as ansiedades e todos os medos que o diagnóstico carrega. O André, era um jovem muito tímido, bastante inseguro e com muitas batalhas pela frente. Foi através dos seus contos que o fui conhecendo melhor e é com um enorme prazer que o vejo evoluir e vencer os seus medos, um após o outro. Hoje o André que conheci é já um homem que nos prova todos os dias que o Autismo, não é maior que ele, que não é capaz de o impedir de abrir as "asas" e voar na direção que ele próprio escolher. A história de Yui e Lorenzo, é uma história, que nos lembra que o amor, não conhece diagnósticos e que para amar, basta o encontro de dois corações!    Fernanda Lebre                              

prefácio "Artbook 1 " escrito pelo o meu sobrinho mais velho Filipe Vilaça

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  Era uma vez um rapaz que não tinha muitos amigos, mas que apesar de tudo tinha família. Casta essa que tinha um elemento muito peculiar, e não, não era o rapaz com poucas amizades mas sim o tio desse rapaz que toda a gente dizia ter um “problema” mas que na visão desse rapaz o único problema que ele poderia ter era ser divertido… Para um rapaz de poucas amizades ter um tio com esse “problema” acabou por lhe sair a sorte grande, que melhor tio do que aquele que te leva ao cinema, participa nas tuas brincadeiras, partilha bons momentos a frente da televisão assistindo desde programas infantis a filmes de culto. Que te mostra bandas da sua geração e todo um monopólio de cultura que provavelmente esse rapaz não teria acesso se não lhe tivesse saído a sorte grande de ter um tio com um “problema”. Decerto que o tio do rapaz condena e/ou condenou o facto de esse “problema” existir, mas a vida ensina-nos que aqueles que se concentram no que esta de errado e não no que esta certo ...